terça-feira, 27 de julho de 2010

Musica

Na realidade retemos ainda algumas recordações desse altura em que nos dividiamos entre o melhor jogador do mundo, o melhor piloto de carros do mundo, e a destreza para jogar ao berlinde. Tudo corria bem e estavamos à altura de qualquer desafio. Foi por volta dessa altura sem sabermos bem porquê que a musica começou a tocar. Não era a lengua-lengua que vinha do transistor do avô, porque essa ja fazia parte da mobilia, foi talvez um gira discos ou um radio com cassetes que dava oportunidade de interargirmos com o aparelho. Nascia uma nova era. Sem qualquer espécie de regra associada, a liberdade de poder escolher o que ouvir impuha-se a tudo o resto. Ninguem ficava de fora desta brincadeira, ninguem ficava em casa de castigo, tinhamos arranjado um espaço nosso, com linguagem própia, um mundo independente. Até ali vestiamos todos de igual, a mesma farda de crianças, sempre a mesma canção como soldadinhos de chumbo de uma história com final feliz. A musica rasgou-nos as fardas, dividiu, reagrupou. Temos consciênçia de nós, idealizamos. Estruturamos sociedades secretas muito além das definidas. Levamos sonhos escondidos por entre gerações. Muito antes de ser suposto sermos seja o que for que não adultos, ja nós iamos aos comandos de um foguetão à lua. E muitos anos mais tarde entre vindas à Terra dos maiores de 18 e a descoberta de novas estrelas, ponho a musica no maximo, e é sempre a rasgar pano, porque se agora é tudo para maiores o resto pode continuar a curtir.

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