Na realidade retemos ainda algumas recordações desse altura em que nos dividiamos entre o melhor jogador do mundo, o melhor piloto de carros do mundo, e a destreza para jogar ao berlinde. Tudo corria bem e estavamos à altura de qualquer desafio. Foi por volta dessa altura sem sabermos bem porquê que a musica começou a tocar. Não era a lengua-lengua que vinha do transistor do avô, porque essa ja fazia parte da mobilia, foi talvez um gira discos ou um radio com cassetes que dava oportunidade de interargirmos com o aparelho. Nascia uma nova era. Sem qualquer espécie de regra associada, a liberdade de poder escolher o que ouvir impuha-se a tudo o resto. Ninguem ficava de fora desta brincadeira, ninguem ficava em casa de castigo, tinhamos arranjado um espaço nosso, com linguagem própia, um mundo independente. Até ali vestiamos todos de igual, a mesma farda de crianças, sempre a mesma canção como soldadinhos de chumbo de uma história com final feliz. A musica rasgou-nos as fardas, dividiu, reagrupou. Temos consciênçia de nós, idealizamos. Estruturamos sociedades secretas muito além das definidas. Levamos sonhos escondidos por entre gerações. Muito antes de ser suposto sermos seja o que for que não adultos, ja nós iamos aos comandos de um foguetão à lua. E muitos anos mais tarde entre vindas à Terra dos maiores de 18 e a descoberta de novas estrelas, ponho a musica no maximo, e é sempre a rasgar pano, porque se agora é tudo para maiores o resto pode continuar a curtir.
Espaço e tempo no universo em que ninguém nos liga nenhuma,em que a razão e a emoção são propias de um boneco.
terça-feira, 27 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
Ninguem tem lume?
Em Portugal os fogos não são de origem criminosa, pois se fossem estava tudo a arder num instante porque esses "gajos" não brincam em serviço. Sendo assim os culpados são aqueles que fumam. Sim aqueles que fumam, ou quem mais tem um isqueiro ou manda uma beata fora? Em Portugal não se pode fumar! Toda a gente sabe isto! Basta olhar para o autocolante vermelho que diz na entrada. Senão vejamos, sendo eu dono do meu "café" posso escolher? Não! No seu "café" mandamos nós, e no seu café não se fuma, só se fuma nos restaurantes onde nós vamos almoçar e que têem uma sala para fumadores de charutos importados. Toda a gente sabe isto. Tem um autocolante azul na entrada. O quê? Voçê não reparou que não tem dinheiro para limpar o seu terreno? Culpado! Aqui ao lado não se pode mexer, ninguem sabe de quem é! Inocente! Sobra para quem? Exactamente! A culpa é vossa! A culpa é dos Bombeiros! Deixem os falar. População e Bombeiros. A guerra é deles, não é do governo nem de algumas autarquias que de charuto na boca pedem lume... Que se foda tou de férias logo se vê... E o submarino ja chegou? Ja? Começa a cortar... Deixa la chegar o inverno que esses Bombeiros mais cedo ou mais tarde tambem acabo com eles.... E aquele terreno que ardeu ha 5 ou 6 anos atras, afinal era do Sr.Doutor, passem la a licença de construção, ja agora ninguem tem lume?
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Não é que a culpa é nossa 1ª parte
-"A culpa disto estar como está é do povo essa plebe ignorante e mal formada"! A bastante tempo que o povo tem que ouvir isto das chamadas classes de elite nobreza, clero, políticos, Burguesia, patronato, bufos, chibos e etc.
Vamos lá recuar no tempo para entendermos o que estes senhores com o Dom querem dizer com isto.
1ª-Portugal foi criado alguém que não cria trabalhar para o tio para isso recorre a quem claro a plebe ignorante e mal formada para criar o Dom de roubar o tio e bater na mãe Afonso.
2ª-Dom João I quer o poder que não tinha para isso recorre a quem claro a plebe ignorante e mal formada para lho dar.
3ª-Dom Manuel I que governar o mundo para isso recorre a quem claro a plebe ignorante e mal formada para morrer no mar por ele.
4ª-Dom Sebastião quer gloria para isso recorre a quem claro a plebe ignorante e mal formada. (Ai que a culpa é deles)
5ª-Dom João IV para reaver o que lhe tinham roubado recorre a quem claro a plebe ignorante e mal formada para bater no primo.
6ª-Dom João VI vai de férias para o Brasil e para isso recorre a quem claro a plebe ignorante e mal formada para tomar conta da Bonaparte só ate ele regressar naturalmente.
Vamos lá recuar no tempo para entendermos o que estes senhores com o Dom querem dizer com isto.
1ª-Portugal foi criado alguém que não cria trabalhar para o tio para isso recorre a quem claro a plebe ignorante e mal formada para criar o Dom de roubar o tio e bater na mãe Afonso.
2ª-Dom João I quer o poder que não tinha para isso recorre a quem claro a plebe ignorante e mal formada para lho dar.
3ª-Dom Manuel I que governar o mundo para isso recorre a quem claro a plebe ignorante e mal formada para morrer no mar por ele.
4ª-Dom Sebastião quer gloria para isso recorre a quem claro a plebe ignorante e mal formada. (Ai que a culpa é deles)
5ª-Dom João IV para reaver o que lhe tinham roubado recorre a quem claro a plebe ignorante e mal formada para bater no primo.
6ª-Dom João VI vai de férias para o Brasil e para isso recorre a quem claro a plebe ignorante e mal formada para tomar conta da Bonaparte só ate ele regressar naturalmente.
No oeste selvagem
Acordo cedo pronto para mais um dia esgotante. Abro o armário e não tenho duvidas hoje vou levar vestido o equipamento do meu clube, e não me posso esquecer do cinto com a pistola. O pequeno-almoço é fundamental, como tenho pressa só vou comer duas torradas e o copo de leite que a minha mãe preparou.
A escola não é muito longe e sendo assim atesto os ténis de alegria enquanto espero pela minha vizinha da frente.”Juízo aos dois!” ouve-se de ambos os lados da rua. Ela conduz umas sandálias todo o terreno que por vezes deixam os meus ténis ficar para trás. E vamos rua fora dizendo adeus aos pais. Sentamo-nos no degrau da pastelaria e com a boca cheia de creme e açúcar rimo-nos do tudo e do nada. Já vamos chegar atrasados, as cores e formatos do trânsito, fazem-nos andar numa roda-viva, alguns lançam-nos olhares reprovadores, talvez nunca tivessem conhecido a nossa ordem de cavaleiros, outros por outro lado desviam-se e abrem-nos passagem, por entre uma festa no cabelo, sabem bem quem somos e que vamos em marcha de urgência. A primeira aula já foi, temos isenção de horário mas não podemos faltar ao briefing deste recreio, é muito importante que fique já tudo certo para a brincadeira do próximo intervalo que é o maior. Dito e feito, a humanidade dependia de nós e nesse intervalo demos tudo, joelhos, botões da roupa e até atacadores. O sorriso estampado naquelas caras de tomate comprovava-o. Um almoço rápido, com varias gelatinas no fim, ainda tinha muito que brincar. Hora da saída, tinha ainda tanto que fazer, não sem antes ir a cervejaria comer tremoços e beber Sumol. Deixo a mala a fazer de baliza e siga! Até haver luz só havia direito ao copo de água que a vizinha dava sempre, de resto era no duro Desta vez não há horas para ir para casa, podemos ficar mais um tempo em reunião se perguntarem. Definir estratégias para irmos à fruta, saltar quintais, fugir dos cães e no fim dividir o espólio entre todos irmãmente. Não interessava quem subiu, quem apanhava em baixo, quem não ia com medo, no fim era de todos. E a noite quente estava mesmo a pedir uns cowboys e uns índios , depressa nos dividimos pelo oeste selvagem daquela rua sem saída Só paramos exaustos para fumar o cachimbo da paz. Sentados nos muros riamos sem dó nem piedade, sem nada que nos dividisse. Esse sorriso de meninos igual em tantas culturas, tantas línguas, tantas cores. Esse sorriso sem classes, sem ricos e pobres, porque tu aqui neste oeste selvagem só podes ser uma de duas coisas: Cowboy ou índio!
A escola não é muito longe e sendo assim atesto os ténis de alegria enquanto espero pela minha vizinha da frente.”Juízo aos dois!” ouve-se de ambos os lados da rua. Ela conduz umas sandálias todo o terreno que por vezes deixam os meus ténis ficar para trás. E vamos rua fora dizendo adeus aos pais. Sentamo-nos no degrau da pastelaria e com a boca cheia de creme e açúcar rimo-nos do tudo e do nada. Já vamos chegar atrasados, as cores e formatos do trânsito, fazem-nos andar numa roda-viva, alguns lançam-nos olhares reprovadores, talvez nunca tivessem conhecido a nossa ordem de cavaleiros, outros por outro lado desviam-se e abrem-nos passagem, por entre uma festa no cabelo, sabem bem quem somos e que vamos em marcha de urgência. A primeira aula já foi, temos isenção de horário mas não podemos faltar ao briefing deste recreio, é muito importante que fique já tudo certo para a brincadeira do próximo intervalo que é o maior. Dito e feito, a humanidade dependia de nós e nesse intervalo demos tudo, joelhos, botões da roupa e até atacadores. O sorriso estampado naquelas caras de tomate comprovava-o. Um almoço rápido, com varias gelatinas no fim, ainda tinha muito que brincar. Hora da saída, tinha ainda tanto que fazer, não sem antes ir a cervejaria comer tremoços e beber Sumol. Deixo a mala a fazer de baliza e siga! Até haver luz só havia direito ao copo de água que a vizinha dava sempre, de resto era no duro Desta vez não há horas para ir para casa, podemos ficar mais um tempo em reunião se perguntarem. Definir estratégias para irmos à fruta, saltar quintais, fugir dos cães e no fim dividir o espólio entre todos irmãmente. Não interessava quem subiu, quem apanhava em baixo, quem não ia com medo, no fim era de todos. E a noite quente estava mesmo a pedir uns cowboys e uns índios , depressa nos dividimos pelo oeste selvagem daquela rua sem saída Só paramos exaustos para fumar o cachimbo da paz. Sentados nos muros riamos sem dó nem piedade, sem nada que nos dividisse. Esse sorriso de meninos igual em tantas culturas, tantas línguas, tantas cores. Esse sorriso sem classes, sem ricos e pobres, porque tu aqui neste oeste selvagem só podes ser uma de duas coisas: Cowboy ou índio!
4ª Dimensão
Corro. Por entre virgulas, pontos e travessões, interrogações, exclamações, declamações, monólogos, diálogos, romances e ficções. Corro. Salto por cima das letras maiúsculas, passo ao lado das minúsculas, por vezes contemplo a letra de impressa e admiro a escrita à mão, sento-me nas borrachas a olhar para os três pontos e imagino onde vão. Paro no ponto final e olho o horizonte do paragrafo. Deixo-me levar pela tinta permanente e ao fim do dia estendo-me num mata-borrão. Vivo num castelo de giz num quadro qualquer, tenho jardins de canetas de cor e faço uma bola grande com a cor amarela. Arranco uma folha de papel e empurro um lápis de carvão que as vezes até faz sentido. Salto de tecla em tecla na velha maquina de escrever. Entre línguas, dialectos, letras, que contam historias e vidas, livros que guardam pela ordem certa as letras do abecedário, que guardam o que fomos, o que somos, com uma ternura incondicional, viajo pelo passado. E se o tempo é uma 4ª dimensão não é preciso grandes aritméticas para o provar, basta deitar-nos nesta teia ardilosa e viajar.
Um segredo mal guardado
"Tomei o meu banhinho e fui passear com a tua mãe ao jardim. Estou feliz, o que mais eu posso querer", segredou-me a minha avó ao ouvido. Eu fiz contas para resolver esta equação e não consegui. Já fui a procura em muitos livros, já peguei num búzio numa praia deserta e só ouvi o mar, já dancei ao nascer do sol numa tribo de índios, já me sentei a mesa com a família e amigos, já percorri estradas sem destino, já tive orgulho em realizar o meu trabalho, já vi as minhas bandas favoritas, já me vesti as cores, já dei um abraço, já chorei no cinema, já gritei golo,já me sentei num banco de jardim a ouvir os passaros, já me mandaram embora, já me convidaram, já fui e já vim. E na simplicidade das coisas da vida me pergunto onde esta este segredo tão mal guardado.
sábado, 17 de julho de 2010
SEM SABER O CAMINHO
O CAMINHO AFINAL OU É ISTO QUE TODA HUMANIDADE FALA MAS NINGUÉM SABE O SEU. VAI POR AQUI, VAI POR ALI , NÃO VÁS ALI ,MAS VAI LÁ QUE EU TE DIGO.
BEM QUE SÓ SAIBAMOS O CAMINHO DOS OUTROS NUNCA O NOSSO É SABER DO CAMINHO DO ALHEIO E EU NÃO ME METO NISSO.
QUEM SABE O MEU AGRADEÇO DEVOLUÇÃO
ORLANDO DE BRITO
BEM QUE SÓ SAIBAMOS O CAMINHO DOS OUTROS NUNCA O NOSSO É SABER DO CAMINHO DO ALHEIO E EU NÃO ME METO NISSO.
QUEM SABE O MEU AGRADEÇO DEVOLUÇÃO
ORLANDO DE BRITO
sexta-feira, 16 de julho de 2010
O Dalai Lama e o futuro na ponta da lingua (sobre o dialogo como a solução para a humanidade segundo D.Lama)
Agora fiquei sem saber se estava em pleno séc.21 ou tinha voltado a idade socrática.Afinal a pedra de toque estava na filosofia de Sócrates,e a dialéctica começa a fazer o aquecimento fora das 4 linhas.Claro que o publico espera ansioso por esta estreia,afinal vem de uma linhagem Real do pensamento humano.Claro que não é novidade que nos dias de hoje,os possíveis intervenientes não se vão sentar em bancos de pedra agraciados por uma leve brisa num dia quente de Primavera,e com voz aveludada mas também por vezes grave e forte discutem o possível caminho a seguir.Foi o parto da politica,do estado,das cidades estado,e agora ate julgo que podemos adivinhar o futuro e não é pelo dialogo por muito romântico que possa parecer,ainda mais que nos dias de hoje pelo contrario o dialogo cada vez mais é feito à distancia,fruto da evolução da tecnologia.De uma vez por todas temos que aceitar que não escolhemos o melhor caminho,milhares de anos atrás,aquando da criação de impérios e respectivos imperadores,fizeram do ser humano um escravo,e pela força bruta e sanguinária destruíram tudo a sua volta com a ânsia do poder.Na realidade se olharmos para trás só o tempo passou porque nós ficamos exactamente no mesmo sitio,tentando reconstruir os mesmos impérios,a mesma escravatura,pisando valores incontornaveis que nos assistem sem sabermos porquê,como a paz,o amor,a compaixão,a amizade,o respeito,entre outros que nascem connosco,e que só precisam ser regados e tratados como um direito que lhes assiste tal como nós temos de respirar.E se a natureza do ser humano não for essa? E se a natureza do ser humano for a procura do trono dourado?Então claro que se justifica que cada religião tenha o seu homem santo,ao fim ao cabo um imperador,representante de Deus,manipulador de massas,legislador,como se o Deus criador a existir,tivesse feito o Homem sem que o respeito e a liberdade,pudessem viver em separado.
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