sábado, 18 de junho de 2011

um olhar

Mesmo embalado pelo silênçio, os olhos abrem lentamente ainda que humedecidos de outros mundos e de outras histórias ou outras formas do ser e de ser. De repente uma luz rasga o meu olhar, mergulha no meu sentir, no meu sentido, no meu pequeno lago de gotas salgadas. Viçiado em duas pequenas luas que dançam naqueles pequenos olhos castanhos, perco tudo o que julgava ter como certo enquanto elas sorriem e no mesmo instante soltam uma gargalhada num sem numero de estrelas, sem nenhum sentido senão a vontade de estar naquele preciso momento a olhar para os meus. Nada mais existe naquele momento. Nada mais pode existir para além deste espaço em que nada faz sentido senão a beleza e pureza daquele olhar que me estende a mão e me leva a dançar. Deixo de ser um só ter que ser, deixo de existir como sempre fui, e um carnaval de sete cores completamente embriagadas pintam o céu, com a mesma ternura e cumpliçidade do mesmo olhar que olha como eu o mesmo céu.

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