quarta-feira, 29 de junho de 2011

...na verdade tanto faz não voar
e com a verdade sentir
o chão molhado que pisas
que te faz levantar a cabeça

sábado, 18 de junho de 2011

um olhar

Mesmo embalado pelo silênçio, os olhos abrem lentamente ainda que humedecidos de outros mundos e de outras histórias ou outras formas do ser e de ser. De repente uma luz rasga o meu olhar, mergulha no meu sentir, no meu sentido, no meu pequeno lago de gotas salgadas. Viçiado em duas pequenas luas que dançam naqueles pequenos olhos castanhos, perco tudo o que julgava ter como certo enquanto elas sorriem e no mesmo instante soltam uma gargalhada num sem numero de estrelas, sem nenhum sentido senão a vontade de estar naquele preciso momento a olhar para os meus. Nada mais existe naquele momento. Nada mais pode existir para além deste espaço em que nada faz sentido senão a beleza e pureza daquele olhar que me estende a mão e me leva a dançar. Deixo de ser um só ter que ser, deixo de existir como sempre fui, e um carnaval de sete cores completamente embriagadas pintam o céu, com a mesma ternura e cumpliçidade do mesmo olhar que olha como eu o mesmo céu.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sempre existe no mundo uma pessoa que espera a outra, seja no meio de um deserto ou no meio das grandes cidades...

E quando estas pessoas se cruzam, e os seus olhos se encontram, todo o passado e todo o futuro perdem qualquer importância, e só existe aquele momento...

Vivido com uma imensurável intensidade as pessoas entregam-se, perdem-se e encontram-se com um grande amor...

Paulo Coelho

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Liberta todas as tuas angústias,

todas as tuas tristezas

no meu peito...

Fica apenas com a marca deste amor,

com esta chama que te incendeia,

desejo dos meus desejos,

ânsia dos meus anseios,

lágrima dos meus olhos,

amor do meu amor...

Quero ser a paz da tua alma,

apagar todo o fogo que há em ti,

alimentar os teus desejos mais intensos,

saciar a tua sede...

Quero ver a beleza iluminar o teu rosto,

e que o teu caminho não tenha destroços

de sofrimento...

Quero que sejas em mim,

o encanto mais irresistível,

a natureza mais pura,

o sentimento mais profundo....

quinta-feira, 9 de junho de 2011

tinta

O peso de uma pena impregnada de ti, um espaço vazio um delírio talvez, rasga a verdade. Essa tinta que escorre como orvalho, como uma maré, como uma fase da lua, que não tem querer nem vontade, nem quer ser muito mais do que aquilo que é, um momento perdido num mata borrão ou um amor de um conto qualquer de qualquer coisa em qualquer lugar. Pleno de uma certeza que sei que tenho, esgrimo por entre os vazios, gritando entre todas as verdades, que na verdade, tanto vale o escorrer de uma gota de tinta, uma lágrima, ou simplesmente o peso de uma pena para dizer que te amo.

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