domingo, 29 de maio de 2011

Um raio de sol rasga a pequena nuvem cinzenta que trago. Não pretende nem quer ser outra vez ou talvez um raio de luz. Não me ofusca, abraça-me com sete cores sem prinçipio nem fim.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

sábado, 21 de maio de 2011

Incontáveis as vezes e inumeráveis os momentos em que me pus a buscar, paciente, na memória, a hora exacta da tua chegada, o preciso momento em que vieste, aportaste e entraste na minha história...

Não sei dizer ao certo, como foi que isto se deu, não sei dizer, nem de perto, de que modo isto nasceu...

Só uma coisa pude precisar: a tua voz chegou antes...

Antes de ti, antes do teu olhar...

Antes, muito antes...

Como se me viesses avisar da tua chegada...

Como um navio que se sabe, em algum ponto distante, cujo som de longe invade...

Assim, a tua voz... Antes... Como veio, Continua... Permanece... Ressoa, ecoa, flutua... Abraça, beija, aquece...

Há os sons na rua, pessoas a vaguear, a conversar, crianças a brincar, a gritar...

Mas só uma voz: a tua...

Há tanta coisa a ser dita, tanta coisa importante...

E eu parada, meio tonta, meio aflita com a tua voz, que, de novo, chegou antes...
Quando limpo o meu olhar de um pequeno grão de areia uma gota salgada ofusca-me, sem demora e sem razão, sem vontade nem permissão. Mergulha entre tantas outras, de tantas outras vontades, de tantas outras verdades, de tantas outras respostas a um sem numero de perguntas que ja não faço nem respondo. Escorre pelo meu rosto, senta-se nos meus lábios e sorri como eu, sorvendo o meu sabor e eu deixando o calor da minha boca seca, um pequeno lugar no mundo para uma gota fresca.

terça-feira, 17 de maio de 2011

No meio da madrugada as horas são frias e congelam-se nos dígitos do relógio...

Nestas horas frias congelam-se os discursos mais calorosos, que adormecem...

Ficam entre as palavras vãos intermináveis de um silêncio que congela, que entorpece...

Nestas horas congeladas a luz do dia ou perde os seus pudores ou enlouquece...

Nestas horas congeladas, no meio da madrugada, em que tudo adormece, o meu coração acorda ao som da tua voz e a minha emudece...

sábado, 14 de maio de 2011

Por vezes somos como o café, puros, indiferentes, pautando o ritmo da vida na vida dos outros pelo nosso compasso. Libertamos cheiro, calor, deixamos que nos adoçem, que nos bebam de qualquer forma, em qualquer espaço, de qualquer maneira, que nos entornem, que nos desejem, que peçam mais, ou até que ja não possam mais. Somos um despertador incontrolavel e uma manta que nos embrulha. Noutras remexemos o bolso, pousamos as fichas no balcão, acentimos com um fechar de olhos, sim uma "bica" para mim também...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Tenho a certeza que guardei o coração num lugar seguro. Tenho a certeza que guardei um lugar seguro para as minhas certezas. E tu quem és tu?. Não sem certezas cruzas a minha vida, não sem teres o teu coração.

terça-feira, 10 de maio de 2011

O cais pode ser nosso e ser deserto no elemento humano.

O cais pode ser nosso, existir o elemento água, ausência de lenços e de relógios, nervos dando horas . . .

O barco pode ser uma folha de papel dobrada 25 vezes ou uma casca de noz boiando sobre um rio...

O cais pode ser tudo, pode ser nada, o além ou para além...

A angústia pertencerá ao minuto contado que deixamos de contar...

Afastai o naufrágio, se o barco for ao fundo, aí seremos todos iguais...

Vem, é preciso que brotes poemas em vez de sangue.

Veste a tua veste. Cria o motivo.

Amar é a única forma de estar vivo!


É impossível!

É impossível que exista um céu diferente do céu que vejo!

É difícil acreditar que não seja este o meu caminho...

Parar é dizer não!

Voltar atrás inconcebível...

Seguir o vento . . . meu alegre destino...

Desisti de gritar ao que não me quer ouvir...

Todos continuam a rastejar numa imensa escada rolante que os leva para fora da verdadeira harmonia...

É impossível que o meu céu esteja deserto...

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