Espaço e tempo no universo em que ninguém nos liga nenhuma,em que a razão e a emoção são propias de um boneco.
domingo, 29 de maio de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
Incontáveis as vezes e inumeráveis os momentos em que me pus a buscar, paciente, na memória, a hora exacta da tua chegada, o preciso momento em que vieste, aportaste e entraste na minha história...
Não sei dizer ao certo, como foi que isto se deu, não sei dizer, nem de perto, de que modo isto nasceu...
Só uma coisa pude precisar: a tua voz chegou antes...
Antes de ti, antes do teu olhar...
Antes, muito antes...
Como se me viesses avisar da tua chegada...
Como um navio que se sabe, em algum ponto distante, cujo som de longe invade...
Assim, a tua voz... Antes... Como veio, Continua... Permanece... Ressoa, ecoa, flutua... Abraça, beija, aquece...
Há os sons na rua, pessoas a vaguear, a conversar, crianças a brincar, a gritar...
Mas só uma voz: a tua...
Há tanta coisa a ser dita, tanta coisa importante...
E eu parada, meio tonta, meio aflita com a tua voz, que, de novo, chegou antes...terça-feira, 17 de maio de 2011
No meio da madrugada as horas são frias e congelam-se nos dígitos do relógio...
Nestas horas frias congelam-se os discursos mais calorosos, que adormecem...
Ficam entre as palavras vãos intermináveis de um silêncio que congela, que entorpece...
Nestas horas congeladas a luz do dia ou perde os seus pudores ou enlouquece...
Nestas horas congeladas, no meio da madrugada, em que tudo adormece, o meu coração acorda ao som da tua voz e a minha emudece...