quarta-feira, 13 de julho de 2011

Praia

... por entre aqueles dedos esguios pinga o meu suor de menino enquanto piso a areia. Tantas recordações ficaram naquelas marés, naqueles pequenos oasis de praia. Poder sentir o mar fazer nada, mas mesmo nada senão estar contigo, junto a ti, brincando com os teus pés como uma bola perdida , como dar e receber, e eu sem saber como, que tu nesses dedos pequeninos me levaste a pisar a praia...
Não me interessa o que escrevo nem por onde vou

sábado, 2 de julho de 2011

...enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei sempre
que te sentires só...!

Palavras que choram...

Palavras que choram,
são lágrimas que caem,
são sentimentos que no coração moram,
são sentimentos que do coração saem...
É dor que sai do nosso coração,
é paz que alivia a nossa alma,
é o fim de um furacão 
e o começar da calma...
É sossego que invade o nosso ser,
é vazio que se sente no peito,
são lágrimas pelo rosto a escorrer
por algum mal que nos foi feito...
Lágrimas que caem,
são sentimentos que no coração moram,
e, que quando do coração saem
são palavras que choram...

O amor não se diz...

Não se define...

E talvez seja essa a sua melhor definição...

Vive-se, experimenta-se, vivência-se no mais profundo do eu...

Mas não se consegue verbalizar, mesmo que se queira...

Porque a nossa linguagem é demasiado superficial e imperfeita para o fazer...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

...na verdade tanto faz não voar
e com a verdade sentir
o chão molhado que pisas
que te faz levantar a cabeça

sábado, 18 de junho de 2011

um olhar

Mesmo embalado pelo silênçio, os olhos abrem lentamente ainda que humedecidos de outros mundos e de outras histórias ou outras formas do ser e de ser. De repente uma luz rasga o meu olhar, mergulha no meu sentir, no meu sentido, no meu pequeno lago de gotas salgadas. Viçiado em duas pequenas luas que dançam naqueles pequenos olhos castanhos, perco tudo o que julgava ter como certo enquanto elas sorriem e no mesmo instante soltam uma gargalhada num sem numero de estrelas, sem nenhum sentido senão a vontade de estar naquele preciso momento a olhar para os meus. Nada mais existe naquele momento. Nada mais pode existir para além deste espaço em que nada faz sentido senão a beleza e pureza daquele olhar que me estende a mão e me leva a dançar. Deixo de ser um só ter que ser, deixo de existir como sempre fui, e um carnaval de sete cores completamente embriagadas pintam o céu, com a mesma ternura e cumpliçidade do mesmo olhar que olha como eu o mesmo céu.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sempre existe no mundo uma pessoa que espera a outra, seja no meio de um deserto ou no meio das grandes cidades...

E quando estas pessoas se cruzam, e os seus olhos se encontram, todo o passado e todo o futuro perdem qualquer importância, e só existe aquele momento...

Vivido com uma imensurável intensidade as pessoas entregam-se, perdem-se e encontram-se com um grande amor...

Paulo Coelho

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Liberta todas as tuas angústias,

todas as tuas tristezas

no meu peito...

Fica apenas com a marca deste amor,

com esta chama que te incendeia,

desejo dos meus desejos,

ânsia dos meus anseios,

lágrima dos meus olhos,

amor do meu amor...

Quero ser a paz da tua alma,

apagar todo o fogo que há em ti,

alimentar os teus desejos mais intensos,

saciar a tua sede...

Quero ver a beleza iluminar o teu rosto,

e que o teu caminho não tenha destroços

de sofrimento...

Quero que sejas em mim,

o encanto mais irresistível,

a natureza mais pura,

o sentimento mais profundo....

quinta-feira, 9 de junho de 2011

tinta

O peso de uma pena impregnada de ti, um espaço vazio um delírio talvez, rasga a verdade. Essa tinta que escorre como orvalho, como uma maré, como uma fase da lua, que não tem querer nem vontade, nem quer ser muito mais do que aquilo que é, um momento perdido num mata borrão ou um amor de um conto qualquer de qualquer coisa em qualquer lugar. Pleno de uma certeza que sei que tenho, esgrimo por entre os vazios, gritando entre todas as verdades, que na verdade, tanto vale o escorrer de uma gota de tinta, uma lágrima, ou simplesmente o peso de uma pena para dizer que te amo.

domingo, 29 de maio de 2011

Um raio de sol rasga a pequena nuvem cinzenta que trago. Não pretende nem quer ser outra vez ou talvez um raio de luz. Não me ofusca, abraça-me com sete cores sem prinçipio nem fim.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

sábado, 21 de maio de 2011

Incontáveis as vezes e inumeráveis os momentos em que me pus a buscar, paciente, na memória, a hora exacta da tua chegada, o preciso momento em que vieste, aportaste e entraste na minha história...

Não sei dizer ao certo, como foi que isto se deu, não sei dizer, nem de perto, de que modo isto nasceu...

Só uma coisa pude precisar: a tua voz chegou antes...

Antes de ti, antes do teu olhar...

Antes, muito antes...

Como se me viesses avisar da tua chegada...

Como um navio que se sabe, em algum ponto distante, cujo som de longe invade...

Assim, a tua voz... Antes... Como veio, Continua... Permanece... Ressoa, ecoa, flutua... Abraça, beija, aquece...

Há os sons na rua, pessoas a vaguear, a conversar, crianças a brincar, a gritar...

Mas só uma voz: a tua...

Há tanta coisa a ser dita, tanta coisa importante...

E eu parada, meio tonta, meio aflita com a tua voz, que, de novo, chegou antes...

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